Pesquisas atuais demonstram que o sucesso e a saúde dos nossos relacionamentos familiares, de amizade, do ambiente de trabalho e da comunidade em geral, dependem das habilidades para lidar com as emoções e expressá-las de maneira clara e coerente.
Essas habilidades, entre outras, fazem parte do que chamamos de Inteligência Emocional (IE). Essa inteligência vem sendo cada vez mais valorizada pois ela engloba capacidades humanas que não podem ser reproduzidas por máquinas ou programas.
A IE tem a ver com a nossa capacidade de nos relacionarmos de forma saudável connosco e com o mundo!
Para uma melhor compreensão e desenvolvimento dessas capacidades, autores importantes da área dividem a IE em 4 categorias:
- Perceção das emoções – identificar sentimentos e variações emocionais em si e nos outros.
- Uso das emoções – utilizar as informações emocionais para facilitar o pensamento, o raciocínio e as ações.
- Entender emoções – captar e compreender de maneira mais complexa as variações emocionais nem sempre tão evidentes e claras.
- Controlo (e transformação) da emoção - lidar com os próprios sentimentos e gerir as reações emocionais de forma adequada.
Parece importante, não é? Vamos agora refletir como isso se aplica na infância e no dia a dia dos nossos filhos e alunos.
A Base da Inteligência Emocional forma-se na primeira infância. Bebés e crianças são capazes de sentir as mesmas emoções que um adulto - entretanto, não sabem ainda como perceber, rotular, compreender e gerir tais emoções.
Quanto mais estudamos a primeira infância mais clara fica a sua importância! É nessa fase, dos 0 aos 3 anos que o cérebro humano apresenta um ritmo intenso de atividade. Novas conexões neuronais formam-se diariamente, desenvolvendo a base para a aprendizagem de habilidades físicas, cognitivas e emocionais.
Este é um período chave para plantarmos as sementes da autoestima, confiança, resiliência e positividade nas nossas crianças.
Como? Sendo cuidadores presentes, amorosos e emocionalmente disponíveis.
De forma consciente você pode colocar em prática algumas dicas para o apoiar:
- Nomeie sentimentos e necessidades básicas: nós, adultos, traduzimos o mundo para as crianças. Seja um bom tradutor e dê nome ao que as crianças sentem e necessitam. “Você está com sono e cansado, então agora vamos tomar banho e dormir para que descanse”.
- Seja responsável pelo que sente. Gerencie as suas próprias emoções e, sempre que possível, seja um espelho de tranquilidade. Gritos, ameaças e violência demonstram descontrolo emocional. Se sente raiva ou frustração diante de um comportamento dos seus filhos e alunos, diga: “Eu estou com raiva agora e preciso respirar para me acalmar.”
- Permita que os seus filhos e alunos se expressem com liberdade. Evite frases como: “não precisa chorar por isso”; “isso nem foi nada”; “se você for desse jeito não terá amigos”; Todas as emoções e desejos são válidos e importantes!
- Seja acolhedor e emocionalmente disponível. Crianças precisam de cuidadores que lhes ofereçam segurança e amor incondicional. Sentir-se amado, pertencente e seguro permite que a autoestima se desenvolva de forma plena.
- Abraços, afeto, beijos, colo e mimos nunca são demais!!
- Ajude os seus filhos e alunos a encontrarem formas de gerir as suas emoções: Respirar para se acalmar, ficar um tempo sozinho, ter um canto da calma, brincar, cantar e até mesmo chorar são formas eficazes de lidar com as nossas emoções.
- Coloque limites com gentileza e firmeza: “Você tem o direito de estar com raiva. Bater no seu irmão não é permitido. Vamos respirar juntos para a raiva passar?”
Durante o mês de outubro vamos compartilhar mais dicas sobre Inteligência Emocional.
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Eternamente gratas,
Ana Pedroso, Equipa Anna Mikii e as Crianças do Mundo






