O QUE JÁ ESTUDASTE SOBRE AUTONOMIA?

Autonomia é um termo de origem grega cujo significado está relacionado com independência, liberdade, auto suficiência e responsabilidade.

Atualmente, muito comentado nas famílias e escolas.

Todos desejam ver crianças, jovens e adultos autónomos. Mas, afinal, como se desenvolve essa característica?

 

A alma é autónoma, nós já nascemos com esse impulso. Porém, embora exista o impulso, as ações autónomas ficam inicialmente limitadas aos poucos recursos físicos e cognitivos que um bebé possui.

Bebés não andam, não falam, mal seguram o próprio pescoço, dependem de um cuidador para os cuidados de alimentação, higiene e proteção.

Este é um tempo que precisa ser respeitado e vai variar de criança para criança. Cada um de nós, como o bebé tem o seu tempo, o seu ritmo, o momento certo de aprendizagem e autonomia. Tudo isto já foi estudado pela Ciência!

 

Uma teoria importante desenvolvida nesse sentido é a Teoria do Apego, criada pelo psicólogo John Bowlby. Bowlby estudou mães, pais e bebés e percebeu que há um tempo certo, para o apego e a dependência física e emocional no desenvolvimento humano. Quando este é respeitado, a autonomia floresce naturalmente e sem esforço. Quando apreciamos ou atropelamos este tempo, a autonomia tende a não se desenvolver de maneira equilibrada.

 

O impulso para a autonomia é um dos motores do desenvolvimento físico, emocional e cognitivo do ser humano. Um bebé aprende a engatinhar a partir de um desejo inato de se movimentar em direção a algo e de praticar uma ação independente.

 

Com o passar do tempo, os bebés vão crescendo e aperfeiçoando os seus recursos e habilidades físicas. Por volta dos dois ou três anos, quando já são capazes de andar e as conexões cognitivas começam a ficar mais complexas, as crianças pequenas expressam de maneira ainda mais forte este desejo para fazer as suas escolhas próprias e terem as suas vontades satisfeitas.

Neste processo, ainda limitado pelas pouca maturidade física, emocional e cognitiva, é natural que as crianças se sintam frustradas e mau humoradas, dando a impressão de que “testam” os adultos cuidadores.

 

Mais ou menos nesta fase, estes adultos sentem-se invadidos pela repentina liberdade atingida por seus filhos/alunos e começam a experienciar alguns sentimentos novos: o medo de que aquele bebé se magoe, a vergonha quando o bebé se comporta de uma maneira socialmente indesejada e a culpa por acharem que as suas práticas parentais e educativas não funcionam.

Estes e tantos outros sentimentos parecem estabelecer uma aparente disputa por poder dentro da família/escola.

Mas Está Tudo Certo!

 

Jane Nelsen, criadora da Disciplina Positiva, diz que existem dois estilos de relacionamento que prevalecem neste cenário, e dependem das características dos adultos cuidadores: O Autoritarismo e a Permissividade.

 

QUAL a teu ESTILO como CUIDADOR⁉

 

No estilo Autoritário, fica ressaltada a necessidade de controle, o aumento da rigidez, o uso de punições e castigos. A dificuldade do adulto em perceber e lidar com as necessidades da criança e estabelecer limites de uma forma responsável, respeitosa e gentil acaba por podar o instinto orgânico da autonomia.

 

No outro polo, no estilo Permissivo é possível notar a falta de limites claros, o uso de recompensas, controle e manipulação. Neste estilo, a criança não aprende a exercer sua autonomia e liberdade com responsabilidade e respeito.

 

O Dr. Deepak Chopra no seu livro As Sete Leis Espirituais para os Pais, cita o filósofo Ralph Waldo Emerson que diz: “A vida é uma experiência. Quanto mais experiências você tiver, melhor.”. Essa frase nos fala de uma possibilidade Egológica de crescimento e isso quer dizer: errar quando necessário, desenvolver resiliência, capacidade de superação, senso de auto responsabilidade, pensar por sí próprio.

É a partir das experiências, dos acertos e erros, tropeços e recomeços que a criança pode sentir-se cada vez mais capaz, potente, responsável e autónoma.

 

O papel dos adultos é respeitar os ciclos do desenvolvimento e abrir espaço para a exploração. De referir que Liberdade, não é Libertinagem, mas sim Autonomia e Responsabilidade!

 

Na infância, podemos todos Ajudar, tornando os ambientes seguros o suficiente, para serem explorados pela criança, auxiliando no desenvolvimento de habilidades motoras e emocionais, permitindo que a criança participe de tarefas adequadas à sua idade e comece a fazer escolhas por si.

Na juventude e adolescência, a permissão para que essa autonomia siga em construção, se dá através de uma postura confiante e aberta de alguém que acredita na capacidade do jovem em fazer as suas próprias escolhas e assuma as consequências delas, de alguém que permite experiências.

 

⁉ E como é possível ser este pai, mãe, cuidador atento e que abre espaço para o desenvolvimento de um ser humano autónomo e responsável?

Um bom começo é trabalhar estes conceitos em você mesmo!

Comece por si, a partir da descoberta de si, da sua Autonomia, Compromisso e Responsabilidade!

 

⁉ Consegue ser autónomo, livre e auto responsável com a sua vida ou busca controlar tudo e todos, culpabilizando outros por experiências que só você mesmo cria?

 

Por mais que cada um de nós nasça com essa pulsão orgânica, a autonomia só se desenvolve plena e equilibradamente num ambiente seguro, onde a crianças se sintam olhadas, amadas, pertencentes. Onde possam participar e possam ser exatamente quem são!

Este é um ambiente que só conseguimos criar para os nossos filhos e alunos quando nós próprios já nos sentimos assim e o vivemos no nosso dia a dia!

 

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